Entre sapatos velhos e aparelhos eletrônicos quebrados, ainda é possível encontrar indícios inesperados de uma vida literária. Um livro de Monteiro Lobato foi deixado em um sofá; no chão, um dicionário de inglês-português; na parede, uma frase de William Shakespeare (1564-1616): “O mundo é um palco”.
Há também ternura nas paredes da cracolândia. “Alex, você é um canalha, mas é o homem que conquistou meu coração”. Ao lado da frase, uma fotografia de dois amantes na parede idealiza um romance perfeito.
— Ruínas do crack, matéria da Folha de S. Paulo (06.01.2012).